sábado, 8 de janeiro de 2011

A LIQUIDAÇÃO DO ÓPIO

Tenho a intenção declarada de encerrar o assunto de uma vez por todas, para que não venham mais nos encher a paciência com os assim chamados perigos da droga. Meu ponto de vista é nitidamente anti-social. Só há uma razão para atacar o ópio. Aquela do perigo que seu uso acarreta ao conjunto da sociedade. Acontece que este perigo é falso.
Nascemos podres de corpo e alma, somos congenitamente inadaptados, suprimam o ópio: não suprimirão a necessidade do crime, os cânceres do corpo e da alma, a inclinação para o desespero, o cretinismo inato, a sífilis hereditária, a fragilidade dos instintos; não impedirão que haja almas destinadas a seja qual for o veneno, veneno da morfina, veneno da leitura, veneno do isolamento, veneno do onanismo, veneno dos coitos repetidos, veneno da arraigada fraqueza da alma, veneno do álcool, veneno do tabaco, veneno da anti-sociabilidade. Há almas incuráveis e perdidas para o restante da sociedade. Suprimam-lhes um dos meios para chegar à loucura: inventarão dez mil outros. Criarão meios mais sutis, mais selvagens; meios absolutamente desesperados. A própria natureza é anti-social na sua essência – só por uma usurpação de poderes que o corpo da sociedade consegue reagir contra a tendência natural da humanidade.
Deixemos que os perdidos se percam: temos mais o que fazer que tentar uma recuperação impossível e ademais inútil, odiosa e prejudicial. Enquanto não conseguirmos suprimir qualquer uma das causas do desespero humano, não teremos o direito de tentar a supressão dos meios pelos quais o homem tenta se livrar do desespero.
Pois seria preciso, inicialmente, suprimir esse impulso natural e oculto, essa tendência ilusória do homem que o leva a buscar um meio, que lhe dá a idéia de buscar um meio para fugir às suas dores.
Além do mais, os perdidos são perdidos por sua própria natureza; todas as idéias de regeneração moral de nada servem; há um determinismo inato; há uma incurabilidade definitiva no suicídio, no crime, na idiotia, na loucura; há uma incrível corneação entre os homens; há uma fragilidade do caráter; há uma castração do espírito.
A afasia existe; a tabes dorsalis existe; a meningite sifilítica, o roubo, a usurpação. O inferno já é deste mundo e há homens que são desgraçados, fugitivos do inferno, foragidos destinados a recomeçar eternamente sua fuga. E por aí afora. O homem é miserável, a carne é fraca. Há homens que sempre se perderão. Pouco importa os meios para perder-se: a sociedade nada tem a ver com isso. Demonstramos – não é? – que ela nada pode, que ela perde seu tempo, que ela apenas insiste em arraigar-se na sua estupidez.
Aqueles que ousam encarar os fatos de frente sabem – não é verdade? – os resultados de uma possível proibição no álcool. Uma superprodução da loucura: cerveja com éter, álcool carregado com cocaína vendido clandestinamente, o pileque multiplicado, uma espécie de porre coletivo. Em suma, a lei do fruto proibido. A mesma coisa o ópio.
A proibição, que multiplica a curiosidade, só serviu aos rifões da medicina, do jornalismo, da literatura. Há pessoas que construíram fecais e industriosas reputações sobre sua pretensa indignação contra a inofensiva e ínfima seita dos amaldiçoados da droga (inofensiva porque ínfima e porque sempre uma exceção), essa minoria de amaldiçoados em espírito, alma e doença.
Ah! Como o cordão umbilical da moralidade está bem atado neles! Desde a saída do ventre materno – não é? – jamais pecaram. São apóstolos, descendentes de sacerdotes: só falta saber como se abastecem da sua indignação, quanto levam nessa, o que ganham com isso. E, de qualquer forma, essa não é a questão.
Na verdade, o furor contra o tóxico e as estúpidas leis que vêm daí:
1º É inoperante contra a necessidade do tóxico que saciada ou insaciada, é inata à alma e induziria a gestos decididamente anti-sociais mesmo se o tóxico não existisse.
2º Exaspera a necessidade social do tóxico e o transforma em vício secreto.
3º Agrava a doença real e esta é a verdadeira questão, o nó vital, o ponto crucial:
Desgraçadamente para a doença, a medicina existe.Todas as leis, todas as restrições, todas as campanhas contra os estupefacientes somente conseguirão subtrair a todos os necessitados da dor humana, que têm direitos imprescritíveis no plano social, o lenitivo dos seus sofrimentos, um alimento que para eles é mais maravilhoso que o pão, e o meio, enfim, de reingressar na vida. Antes a peste que a morfina, uiva a medicina oficial; antes o inferno que a vida.
E é aqui que a canalhice do personagem abre o jogo e diz a que vem: em nome, pretende ele, do bem coletivo. Suicidem-se, desesperados, e vocês, torturados de corpo e alma, percam a esperança. Não há mais salvação no mundo. O mundo vive dos seus matadouros.
E vocês, loucos lúcidos, sifilíticos, cancerosos, meningíticos crônicos, vocês são incompreendidos. Há um ponto em vocês que médico algum jamais entenderá e é este ponto, a meu ver, que os salva e torna augustos, puros maravilhosos: vocês estão além da vida, seus males são desconhecidos pelo homem comum, vocês ultrapassam o plano da normalidade e daí a severidade demonstrada pelos homens, vocês envenenam sua tranqüilidade, corroem sua estabilidade. Suas dores irreprimíveis são, em essência, impossíveis de serem enquadradas em qualquer estado conhecido, indescritíveis com palavras. Suas dores repetidas e fugidias, dores insolúveis, dores fora do pensamento, dores que não estão no corpo nem na alma mas que têm a ver com ambos. E eu, que participo dessas dores, pergunto: quem ousaria dosar nosso calmante? Em nome de que clareza superior, almas nossas, nós que estamos na verdadeira raiz da clareza e do conhecimento? E isso, pela nossa postura, pela nossa insistência em sofrer. Nós, a quem a dor fez viajar por nossas almas em busca de um lugar mais tranqüilo ao qual pudéssemos nos agarrar, em busca da estabilidade no sofrimento como os outros no bem-estar. Não somos loucos, somos médicos maravilhosos, conhecemos a dosagem da alma, da sensibilidade, da medula, do pensamento. Que nos deixem em paz, que deixem os doentes em paz, nada pedimos aos homens, só queremos o alívio das nossas dores. Avaliamos nossas vidas, sabemos que elas admitem restrições da parte dos demais e, principalmente, da nossa parte. Sabemos a que concessões, a que renúncias a nós mesmos, a que paralisias da sutileza nosso mal nos obriga a cada dia. Por enquanto, não nos suicidaremos. Esperando que nos deixem em paz.

Antonin Artaud

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Oficina de contação de histórias



Oficina de contação de histórias para iniciantes
Qua, 01 de Dezembro de 2010 19:30


Durante o mês de janeiro de 2011, o Museu Nacional de Enfermagem Anna Nery oferecerá ao público uma interessante e divertida opção para as férias, a Oficina de Contação de Histórias para Iniciantes que integra a programação cultural da Biblioteca do MuNEAN
O objetivo é munir os participantes de técnicas de interpretação e transmissão de histórias que serão enriquecidas com elementos próprios da nossa cultura. Como resultado, a Biblioteca do MuNEAN espera contribuir para a formação e aperfeiçoamento de novos contadores de histórias, reavivando uma das mais antigas formas de comunicação, educação e preservação da cultura.

O Quê: OFICINA DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS PARA INICIANTES
Facilitador: César Mercês - Educador
Quando: dias 8, 15,22 e 29 (sábados) – 9:30 às 11:30
Onde: Biblioteca do Museu Nacional de Enfermagem Anna Nery. Rua Maciel de Cima, nº 5 – Pelourinho.
Quanto: R$15,00 + 1kg de alimento
Maiores informações: (71) 33213819.
Inscrições abertas. Participe!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

TEATRO É COISA DE LOUCO





ACCADEMIA DELLA FOLLIA (ACADEMIA DA LOUCURA)
COMPANHIA DE TEATRO DE TRIESTE - ITÁLIA
ESPETÁCULO: ESTRAVAGÂNCIA
TEXTO EM PORTUGUÊS
NO TEATRO DO SESC DO PELOURINHO
DIA 01/12
HORÁRIOS: 17HS E 20HS
INGRESSOS: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia)

domingo, 17 de outubro de 2010

Marilena Chaui

Falando sobre Democracia e José Serra

http://www.youtube.com/watch?v=0j6jgDs7gMQ&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=6wTIRvRLn84&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=cpaxqe4GpyM&feature=player_embedded

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

OS TEMPOS FÁUSTICOS NA LÍRICA DO LUGAR




Lançamento do livro de Dalila Machado e recital de poesias.
20 de outubro, a partir das 19h, na Biblioteca dos Barris.

"Das Leben der Anderen - a vida dos outros"

No dia 15 de outubro das 17:00 às 20:00, no auditóriodo PAF 3 (ao lado do instituto de letras)será exibido o filme "Das Leben der Anderen - a vida dos outros".


Sinopse

Considerado um dos melhore filmes lançados nos cinemas nos últimos anos, aplaudido pelos críticos e pelo espectador, "A Vida dos Outros narra uma história real do dramático sistema de espionagem existente na Alemanha Oriental durante o período da Guerra Fria.
Nos anos 80, Anton Grubitz, Ministro da Cultura, (Ulrich Tukur) se interessa por Christa-Maria Sieland (Martina Gedeck), atriz popular que namora com Georg Dreyman (Sebastian Koch), o mais conhecido dramaturgo do país e um dos poucos que consegue enviar textos para o outro lado da fronteira.
Para atingir seus interesses particulares, Grubitz vale-se das suspeitas de que os dois seriam infiéis às idéias comunistas e ordena que eles sejam observados pelo frio e calculista Capitão Gerd Wiesler (Ulrich Mühe) a quem ele promete uma ascenção social com a qual ele jamais contara.
Wiesler, temido agente do serviço secreto, fica fascinado pelas suas vidas e personalidades e começa a se questionar sobre os valores do sistema. Ganhador do OSCAR de Melhor Filme Estrangeiro e uma das produções mais premiadas dos últimos tempos.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A Canção Dos Esquecidos

La la la la la la la la la la la la
Canção de amor.
La la la la la la la la la la la la
Coragem de andar
La la la la la la la la la la la la
Sorriso amarelo com dentes em aparelho

Escreveu sem saber o que realmente queria dizer
Mas manteve as coisas escritas, ainda assim.
E depois de tudo, resolveu pensar em quanto tempo perdeu
E chorou uma pá de lágrimas que não tinha gosto de nada

Gritou um nome que ninguém pôde escutar
Uma melancolia estranha e de repente
Estava louco mais uma vez
Estava rouco mais uma vez
Estava pouco mais uma vez

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

QUEM SOMOS NÓS ?






PARA QUEM GOSTA DE PENSAR!!!



Baseado no livro de William Arntz, What The Bleep Do we Know?, o filme faz uma viagem através das fronteiras mais distantes para o ser humano: as do próprio corpo.

De que são feitos o pensamento e a realidade?

E como um pensamento muda a natureza da realidade?

Alternando depoimentos de estudiosos e pesquisadores com um enredo fictício bem divertido, o longa metragem conduz, através da ciência, para dentro de um universo que é mais vivo do que se pode imaginar: a fronteira final do conhecimento científico sobre a consciência, a percepção, a química do corpo e a estrutura cerebral.

Uma obra sobre FÍSICA QUÂNTICA, ESPIRITUALIDADE e o SIGNIFICADO DA VIDA.


VEJA O TRAILER NO YOUTUBE:

http://www.youtube.com/watch?v=Hi_UFSShQHU

sábado, 28 de agosto de 2010

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO



Romance de ficção escrito pelo britânico Aldous Huxley e publicado em 1932 com o título Brave New World.
Huxley cria os enredos da sociedade de um futuro hipotético, em que as pessoas são condicionadas biológica e psicologicamente desde a sua inseminação artificial e durante toda a sua infância. E se instaura uma sociedade de castas bem controlada por um sistema organizado, onde reina a cultura do consumo, a instituição família está completamente falida e não há mais espaço para a identidade individual e sua expressão.


"Um estado totalitário realmente eficaz seria aquele em que o executivo todo-poderoso constituído de chefes políticos e de um exército de administradores, controlasse uma população de escravos que não precisassem ser forçados, porque teriam amor à servidão. Fazê-los amá-la é a tarefa atribuída, nos atuais estados totalitários, ao ministério da propaganda, editores de jornais e professores (...)O amor da escravidão não se pode estabelecer senão como resultado de uma mrevolução profunda e pessoal nas mentes e corpos humanos"


QUALQUER SEMELHANÇA TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA???

CONFIRA!!!!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

UMA NOITE EM 67





Entre 1965 e 1972, o Brasil viveu o auge do que ficou conhecido como a Era dos Festivais. Organizados pelas TVs Record, Excelsior, Globo e Rio em forma de programas de auditório, os festivais eram grandes competições da música brasileira que se mostraram capazes de mobilizar a população tanto quanto uma disputa de clássicos no futebol.

O documentário Uma Noite em 67, dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, mostra os elementos que transformaram aquela final de festival no clímax da produção musical dos anos 60 no Brasil. Para tanto, o filme resgata imagens históricas e traz depoimentos inéditos dos principais personagens: Chico, Caetano, Roberto, Gil, Edu e Sérgio Ricardo.

“É naquele momento que o Tropicalismo explode, a MPB racha, Caetano e Gil se tornam ídolos instantâneos, e se confrontam as diversas correntes musicais e políticas da época”, resume o produtor musical, escritor e compositor Nelson Motta.

O Festival de 1967 teve o seu ápice naquela noite. Uma noite que se notabilizou não só pelas revoluções artísticas, mas também por alguns dramas bem peculiares, em um período de grandes tensões e expectativas.



Espaço Unibanco de Cinema - Glauber Rocha - Sala 4
17:00; 19:00; 21:00


Sala de Arte - PAC - Ufba - SALADEARTE - UFBA 1
13:00; 21:10


Saladearte - Cine XIV - Sala 1
17:00

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Evolução


Há que quem diga que a raça humana é mais evoluída... Eu “cá” tenho minhas dúvidas!
Prefiro definir, dadas as últimas circunstâncias da presente década, e das últimas semanas, como a raça que mais se auto-destrói. Que ironia falar em evolução num mundo repleto de guerras religiosas, civis, econômicas, intelectuais, sentimentais, e outras mais. E nesse sentido faço minhas as palavras de Paulo Freire em seu livro: O Aleph (que acaba de sair do forno) “Os jovens saem da universidade e não conseguem emprego. Os velhos chegam a aposentadoria sem ter dinheiro para nada. Os adultos não tem tempo de sonhar -passam das 8 horas da manhã às 5 da tarde lutando para sustentar a família, pagar o colégio dos filhos,enfrentando tudo aquilo que nós conhecemos pelo nome resumido de “dura realidade”. O mundo nunca esteve tão dividido como agora: guerras religiosas, genocídios, falta de respeito pelo planeta, crises econômicas, depressão, pobreza. Todos querendo resultados imediatos para resolver pelo menos alguns dos problemas do mundo ou de sua vida pessoal. Mas as coisas parecem mais negras à medida em que avançam em direção ao futuro.”
Como chamar de evoluídos seres que por não saber respeitar a idéia do outro, ou por não querer se dar ao trabalho de dialogar e se embriagar de novas idéias, ou porque acordou de mal humor, ou ainda porque achou a cara do outro feia...sei lá...por qualquer outro “reles” motivo simplesmente mata. Catapummmmm! Com um tiro ou coisa qualquer ( são tantas as modalidades que este ser evoluído inventou ). Sim! O ser evoluído esfaqueia, trucida, esquarteja, estupra, molesta, afoga, degola, dá o corpo morto ao sabor dos cães devoradores e outras formais mais geniais. Assim elimina o outro e pronto! Fim dos problemas?
Só se for o fim do problema deles, pois que aí está o início de uns dos meus, e creio que dos de “muitas gentes” que se dão ao luxo de questionar o mundo em que estamos vivendo. Início dos meus , pois tira a minha paz esse aglomerado de notícias bombásticas massificadas em todos os meios de comunicação, e que sou obrigada a saber, pois mesmo que eu me recuse a ler jornais, ver TV,usar a internet (impossível), alguém e certo irá se encarregar de me fofocar os babados. Para exemplificar, nem vou falar de mundo. Aproximemos-nos mais (Brasil) para que esta minha conversa não se alongue demasiado. Então vamos á retrospectiva das notícias que ultimamente temos ouvido. Homem mata ex a facadas, pai violenta filha de 3 meses , mulher é espancada até a morte, chacina no Rio de Janeiro...aff...ficaria horas a fio listando.
Depois de ver e ouvir, saio da sala, ligo o som, e tento ouvir belas melodias, mas o eco das notícias de antes continua a me perseguir, e não para. E uma hora ou outra toda essa violência pode literalmente bater em minha porta. Assim as emoções negativas de todas essas notícias me inundam de sentimentos que eu não entendo e de perguntas que ninguém me responde. Acho que ninguém sabe responde-las. Porque tudo isso? Qual a solução? Ainda tem mais o que piorar? E diversas tantas outras que se embaralham em minha mente.
Enquanto tudo isso acontece, nosso ego insiste em dizer que somos os mais evoluídos! Espera...é claro! Pensamos computadores de última geração, robôs que só faltam agir por conta própria, remedinhos que mandam embora a tristeza, drogas sintéticas que nos deixam eufóricos, aparelhos eletrônicos cada vez mais sensacionais. Ah... Quantas coisas inteligentes!E assim queremos sempre mais. Mais poder e dinheiro. E aos poucos extraímos nossos corações e colocamos em lugar dele uma caixinha registradora, e ficamos mais felizes quanto mais dinheiro entrar.
Se continuarmos caminhando com essa evolução toda... Chegaremos rapidinho ao máximo do máximo da convivência humana insuportável, onde não mais veremos: Eu te amo! Bom dia! Seja bem vindo! Preciso de você! Estou feliz por sua presença! Amo a natureza!Essa música é linda! Eu tenho amigos de verdade!Minha família é tudo!E muitas mais coisas que fazem minha existência demais feliz.
Ah! Sabem da mais nova? O homem quer conquistar o espaço, e até ir a Marte, construir estação lunar e tudo! A raça evoluída, que não tem a mínima capacidade de resolver o caos instalado, quer mais uma vez ( porque primeiro é a história de matar por tudo) resolver seus problemas da forma mais difícil. Em vez de ficar por aqui e tentar resolver o “fudevú” em que nos encontramos, ele quer achar outro lugar pra bagunçar o coreto.
Ficaria aqui por horas escrevendo pra me desabafar de tudo que tem me incomodado, mas tenho dúvidas de que alguém se interessasse em continuar a ler, visto que cada um já está farto de seus problemas. Por fim então deixo aqui uma poesia de dois cabras, pela qual me encantei, pois parecer com meu pensar sobre tudo isso:

(Moraes e Galvão)

Eu prefiro rir
quando vejo o homem
sem resolver
morar, comer,
trabalho e lazer
Eu prefiro rir
quando vejo o homem sem resolver aqui
e quer ir a Marte
Eu prefiro amar-te
Sou mais:
A ciência vida,
o estudo homem
o ofício amar.
Esporte e ar
Filosofia, filosofar.
Navegar
nas águas do Pacífico,
Índico, Atlântico.
Por mais que me chamem de
romântico. Romântico!
Eu prefiro mil vezes a arte
Eu prefiro,
eu prefiro.
eu prefiro.
Eu prefiro amar-te.

POSTADO POR: MONIQUE 2007.1

terça-feira, 25 de maio de 2010

UNICEF

Promoção da Cultura de Paz







http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/cartilha_impacto_violencia_final.pdf

http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=30087&janela=1


Em 2006, as causas externas, também reconhecidas como agravos foram responsáveis pelo maior número de morte em crianças de 1 a 9 anos. Os acidentes e as violências colocam o País em estado de alerta, embora o Brasil tenha reduzido a mortalidade infantil de 47,1 por mil nascidos vivos para 20,4, no período de 1990 a 2006. Saiba o que a Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno faz para prevenir acidentes e violências:

As causas externas são consideradas um grave problema de saúde pública, um desafio a ser enfrentado que requer esforços conjugados de governos e sociedade, daí a importância de investir em ações de promoção da saúde, prevenção de violência, acidentes e na promoção da cultura de paz.

Nesse sentido, a Área Técnica de Saúde da Criança elege como uma de suas prioridades o fortalecimento da linha de cuidado de prevenção de violências e promoção da cultura de paz. Esses cuidados são a garantia para o crescimento e o desenvolvimento saudável da criança e servirão como espelho de valores para a vida adulta. O objetivo dessa linha de cuidado é atuar na formulação de diretrizes, parâmetros e metodologia de atenção integral à saúde da criança em situação de violência, visando ao atendimento humanizado e multidisciplinar com orientação às vítimas e às famílias sobre seus direitos, além do encaminhamento e acompanhamento da criança na rede local de proteção social.


Fonte: Ministério da Saúde



domingo, 23 de maio de 2010

Visita ao Alcoólicos Anônimos


Alcoólicos Anônimos é uma irmandade de homens e mulheres que compartilham suas experiências, forças e esperanças, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo.


O que me surpreendeu no AA foi o fato deles não possuírem uma hierarquia rígida na sua organização administrativa, uma vez que todos se colocam na mesma posição de usuários, sendo que alguns eventualmente exercem alguma função, algum cargo, que mesmo assim é transitório. Isso transparece a seriedade do objetivo do grupo que não é de fazer auto-promoção de si ou de seus membros, mas de auxiliar pessoas que se encontram em problemas decorrentes do uso abusivo de alcool a se afastarem da droga, se assim quiserem, ajudando, portanto, uns aos outros. Para não se afastarem desse objetivo e manter a integridade da Irmandade, não se manifestam sobre temas polêmicos que envolvem o uso do alcool, seus "coordenadores" não dão entrevistas no meio televisivo e nem apelam para ajuda financeira.
Pra mim ficou claro ali a efetividade do apoio da rede social na cura de doenças e na redução de agravos à saúde. Não tinha profissionais de saúde, nem experts em drogas de um modo geral ou em alcool ou em doenças decorrentes do uso abusivo destas, havia apenas pessoas que conviveram e convivem ainda com o alcool e que têm pra trocar com os demais a sua história de vida, a sua experiência.
No entanto, eles reconhecem a importância de orientar os profissionais de saúde quanto à essa doença que é o alcoolismo, que diferente de muitas outras por não ter só repercurssões físicas no indivíduo, nem cessa com o uso de determinada medicação, nem se adquire através do contato com um patógeno específico, É muito mais complexo, envolve muitos outros fatores da vida da pessoa e por isso mesmo, não pertence só a área da saúde, necessariamente. Nas histórias de vida dos membros que nos receberam também fica muito clara a importância do profissional de saúde de encaminhar, orientar os pacientes que sofrem dessa doença para esse tipo de "tratamento", pois eles haviam chegado ali por intermédios de seus médicos e seriam eternamente gratos a eles por isso.
Os problemas de saúde decorrentes o alcoolismo crônico inevitavelmente chegam às unidades de saúde e instituições hospitalares, mas o tratamento só desses problemas agudos não basta para o atendimento integral do indivíduo. Os profissionais devem primeiro perceber o etilismo como um problema de saúde e não só tratar a alucinação, o problema hepático ou o trauma decorrente do acidente automobilístico, depois saberem quais os tratamentos disponíveis para assim encaminhá-los e orientá-los em conversa franca.


Vejo muitos pacientes na internação hospitalar com o Histórico de etilismo ou uso de outras drogas, mas vejo apenas ser tratado o motivo da internação, a queixa principal. Mas se a queixa é decorrente do uso abusivo de drogas, o problema primário também não merece uma atenção? Uma conversa, uma pergunta que seja sobre esse problema, uma orientação, um apoio...


Para conhecer mais sobre o AA: http://www.alcoolicosanonimos.org.br/

terça-feira, 11 de maio de 2010

TEATRO





CONFIRA O RESTANTE DA PROGRAMAÇÃO EM:

O caminho para a paz mundial

O Caminho para a Paz Mundial

Palestras públicas em maio e junho

Como Solucionar nossos Problemas Humanos
Sem paz interior, a paz exterior é impossível. Todos nós desejamos que haja paz mundial, mas a paz mundial jamais poderá ser conquistada sem que primeiro estabeleçamos a paz em nossa própria mente. - Geshe Kelsang Gyatso, Transforme sua Vida
Em 2010, o Diretor Espiritual Nacional da NKT-IKBU para o Brasil e Professor Residente do CMK BR, Kelsang Odro, irá realizar uma série de palestras em cidades de São Paulo e também outros estados do Brasil, divulgando os programas de estudo da New Kadampa Tradition e a abertura do Templo pela Paz Mundial em outubro de 2010.

PALESTRAS EM SALVADOR
Data: 11 de maio, terça, 19h30 às 21h
Local: Auditorio da Universidade Federal da Bahia - Fac de Arquitetura- UFBAR. Caetano Moura, 121, Federação
Informações: Centro Budista Kadampa TaraF. (71) 3012-4252 / (71) 3344-2157 / (71) 9984-3696

Data: 12 de maio, quarta, 19h30 às 21h
Local: Livraria LDM MulticampiR. Direita da Piedade, 20 , Bairro Dois de Julho
Informações: Centro Budista Kadampa TaraF. (71) 3012-4252 / (71) 3344-2157 / (71) 9984-3696

Data: 13 de maio, quinta, 19h30 às 21h
Local: Auditorio do IRDEB - Instituto de Radiodifusão Educativa da BahiaRua Pedro Gama, 413-E, Alto do Sobradinho.- Federação
Informações: Centro Budista Kadampa TaraF. (71) 3012-4252 / (71) 3344-2157 / (71) 9984-3696

FONTE: http://nkt-kmc-brazil.org/pt/courses/palestra-paz-interior-paz-mundial

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Eu acho que é da minha conta. Certo ou Errado?













Vivemos numa sociedade onde literalmente os fins justificam os meios. Onde o certo e o errado já não são valores que pesam em nossa consciência. Nada disso interessa! O que importa é que vou me dar bem, e se você tem um pingo de consciência e insiste em mostrar o que está errado, você é limado, pois isso não é da sua conta, faz parte de outra vida, a vida dos outros.
Como é difícil hoje em dia ser correto, você deve fazer um esforço brutal pra não cair em "tentação", e se você não se beneficia das malandragens, você é um otário, simplesmente um otário.
Um dia desses ouvi da professora Norma: " ...as pessoas não param na faixa de pedestre porque é correto parar, é por que se elas não pararem, serão multadas...". Você acha certo ou errado?
Ainda pergunto às pessoas se elas acham certo ou errado, apesar de terem me dito que isso ou aquilo não é da minha conta. Pois eu insisto em dizer é da minha conta sim, vivo infelizmente em uma sociedade que me incomoda, e se me agride (os meus valores e crenças), é por que eu vivo, logo faz parte de mim e de minha vida, posso tentar mudar esse processo, já que não quero crer que "os fins justificam os meios" (MAQUIAVEL), passo a crer que "posso começar agora e fazer fim" (XICO XAVIER).
Ao mesmo tempo penso que o errado já está tão internalizado, tão natural, que chega a ser difícil perceber, e que o errado pode ser relativo ou estar relacionado a algo, e aí meus caros, o errado passa a ser certo e o certo o errado, e vira uma confusão que termina no bom senso. E se eu for delongar nesse texto até eu passo a achar que estou errado e que ninguém está errado e que o certo é a certeza de está certo. rsrsrsrsrs
Enfim o quero mesmo com essas lorotas é que paremos e pensemos dos menores atos, às maiores decisões de nossas vidas.
Isso é certo ou é errado?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

SUPEROUTRO






.......O filme de Edgar Navarro se passa na atmosfera baiana da loucura de um morador de rua esquizofrênico, que subverteu a lei da gravidade em pleno topo do Elevador Lacerda. Vale assistir, inclusive, pela interpretação genial de Bertrand Duarte.


SENSACIONAL!!!


Onde encontrar:

Locadora Casa do Cinema, Rio Vermelho.
Ou na mão de Sol (6º semestre) para gravação.


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quarta-feira, 28 de abril de 2010

A HISTÓRIA DO R.U DA UFBA

Era uma vez na Bahia
Na salvador, capital
Um grande elefante branco
Um belíssimo animal
Ele era meu e era seu
Patrimônio federal

Esse elefante anormal
Habita campus de lama
Savana ele não conhece
Repare na sua trama
Nunca saiu da Bahia
Mas é grande a sua fama

Foi falado paratodos
Cientistas de pouca idade
De boca a boca, evidente
Ele sem notoriedade
Pelo meio midiático
Ninguém soube a raridade

E na Universidade
Ele passou anos parado
Para o estudo aos espanhóis
E a um grupo politizado
Porém isso se acabou
Quando o bicho foi matado

Foi de uma morte matada
Institucionalizada
Para matarem a fome
De uma futura manada
Que será também defunta
Pra outra ser alimentada

Agora essa rara carne
Compram a cinco e cinqüenta
A preço de certas praças
Mas a gente não agüenta
Ou faz uma nova venda
Ou a gente arrebenta

Tá caro, tá caro, tá…
Tá salgada a refeição
R.U destemperado
Praça de Alimentação
Agora comer no shopping
É a melhor opção

Piadas aparte verão
Na salvador, capital
Camaradas bem unidos
Pelo o mesmo ideal
R.U bem temperado
Prato bom por um real

Pode vir senhor reitor
Para ver minha marmita
Para escutar o meu ronco
Duma barriga já aflita
Do caruru tu não come
Vai passar fome maldita

Tem pimenta nestes versos
Pois baiano sou bastante
E nessa tal Federal
Se o que falta é o picante
Então sinta mais o gosto
Dessa língua chamuscante

Ultrajante o restaurante
Neste estado, neste espaço
Já usado e reusado
E o pratinho a este preço
Sozinho, aqui me pergunto:
Será isso o que mereço?

Mas o piauiense
Paga, saibam só oitenta
O estudante lá da USP
Paga só um e noventa
E o de Feira de Santana?
O que a gente aqui só tenta

Prato bom por um real
Com saladas, grãos e soja
Macarrão, feijão e arroz
Pois não sou da sua corja
Um prato a cinco e cinqüenta
O aroma até me enoja

Vou comprar lá na baiana
Feliz, par de abarás
Abastecer de dendê
Meu organismo eficaz
Que precisa de comida
Mas não da cara demais

Faço rir o satanás
E sinceramente minto
Eu não como muitos livros
Eu ando lerdo, faminto
Onde é a aula de hoje?
Desesperado me sinto

Sento na minha cadeira
Confuso do meu lugar
Logo essa aula se acaba
E amanhã outra terá
E talvez não possa vir
Quando que vou me formar?

A fome me faz pensar
Com a barriga vazia
Vejo as cores da vertigem
Era uma vez na Bahia
Um seco universitário
Que fazia poesia

E o aberto elefante branco
Um belíssimo animal
Do qual não comeste nada
Nem um pedaço sem sal
Assim fica desnutrido
Morre pedindo um real

Denisson Palumbo

domingo, 25 de abril de 2010

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